Memórias Póstumas de Brás Cubas | Quincas Borbas de Machado de Assis

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"Memórias Póstumas de Brás Cubas" e o "Quincas Borba" são dois dos principais romances de Machado de Assis unidos por um personagem comum. Nesta fase, a prosa de Machado de Assis (1839-1908) distingue-se pela ironia, o modo como interpela os leitores e por evitar o realismo «implacável e lógico» que ele criticou em "O Crime do Padre Amaro", de Eça de Queirós.


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Dimensões:

15,3 x 23,2 x 2,6cm

Autor:

Machado de Assis

Sobre o Autor:

Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908) nasceu e viveu no Rio de Janeiro. A única vez que deixou a cidade, em 1879, para convalescença de crise de epilepsia, foi para Nova Friburgo. Essa estada ficou literariamente famosa por ter aí começado — ditando-o à mulher, Carolina — "Memórias Póstumas de Brás Cubas", livro singularmente extravagante que marca toda a sua obra. Descendente de escravos (o pai, pintor de paredes, era filho de escravos forros; a mãe, uma lavadeira açoriana), pobre, órfão muito cedo, não teve educação formal e foi funcionário público, mas, não obstante ter surgido como o mais excêntrico escritor que o Brasil já conhecera, cedo alcançou enorme reputação literária, fundando e presidindo a Academia Brasileira de Letras. Foi o mais completo homem de letras oitocentista no Brasil, escrevendo em vários géneros, mas destacando-se enquanto romancista, contista e cronista. Os seus romances ainda surpreendem pela atualidade, pelo inesperado do humorismo filosófico e pelo cosmopolitismo. Parece nunca ter sido tão estimado pelos seus pares como foi por eles admirado, o que seria injusto atribuir à excecional configuração do seu génio literário.

Sinopse:

"Memórias Póstumas de Brás Cubas e o Quincas Borba" são dois dos principais romances de Machado de Assis unidos por um personagem comum ¿ os outros são "D. Casmurro, o Isaú e Jacó". Nesta fase, a prosa de Machado de Assis (1839-1908) distingue-se pela ironia, o modo como interpela os leitores e por evitar o realismo "implacável e lógico" que ele criticou em "O Crime do Padre Amaro", de Eça de Queirós. Ao cepticismo distanciado de Memórias Póstumas de Brás Cubas segue-se, seis anos depois, em "Quincas Borba" a credulidade romântica de Rubião, humilde professor tornado rico por herança de filósofo e perdido no Rio de Janeiro e na Corte em busca de emoções. Rubião é fascinado por Sofia e enganado pelo marido desta, Cristiano Palha, que transforma a mulher em instrumento da sua ascensão burguesa. Mas Sofia não tem a audácia de uma Bovary, nem sequer a desenvoltura da Luísa de "O Primo Basílio" e Rubião naufraga nas esperanças perdidas. Se "Memórias Póstumas de Brás Cubas" deixa um rasto de lúcida diversão que evita a tragédia, Quincas Borba mergulha na irreversível loucura do seu personagem. Rubião parece destinado a ilustrar a teoria do filósofo "Quincas Borba", resumida na frase ao vencedor, as batatas. Neste romance cuja acção decorre entre 1867 e 1870 são visíveis os reflexos dos acontecimentos da época, desde a guerra do Brasil com o Paraguai ao esplendor e queda de Napoleão III, com quem Rubião se identificaria.

Tipo de Literatura:

Lusófona

Língua:

Português

Capa:

Capa Mole

Temática:

Romance

Editora:

Relógio D'Água

Data de Lançamento:

Dezembro 2008

Nº de Páginas:

408

ISBN:

9789896410544