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Dimensões:
15,4 x 23,5 x 1,2cm
Autor:
Jorge Gomes Miranda
Sobre o Autor:
Jorge Gomes Miranda nasceu em 1965, no Porto. Ex-crítico literário do jornal "Público". É autor dos seguintes livros de poesia: "O Que Nos Protege" (Pedra Formosa, 1995); "Portadas Abertas" (Presença, 1999); "Curtas-Metragens" (Relógio D’Água, 2002); "A Hora Perdida" (Campo das Letras, 2003); "Postos de Escuta" (Presença, 2003); "Este Mundo, Sem Abrigo" (Relógio D’Água, 2003); "O Caçador de Tempestades" (& etc, 2004); "Pontos Luminosos" (Averno, 2004); "Requiem" (Assírio & Alvim, 2005); "Falésias" (Teatro de Vila Real, 2006); "O Acidente" (Assírio & Alvim, 2007); "Velhos" (Teatro de Vila Real, 2008); "Resgate" (Fundação Serralves, 2008); "El Accidente" (Quálea Editorial, 2009); "Nova Identidade" (Tinta da China, 2021); "La Herencia" (Libros del Aire, 2022); "A Última Pedra" (Assírio & Alvim, 2022); "Emoção Artificial" (Gradiva, 2023) Prémio Melhor Livro de Poesia do Ano para a SPA; "Ferida Secreta" (Assírio e Alvim, 2025). A convite da Porto 2001 Capital Europeia da Cultura organizou antologias literárias e escreveu um romance "O Transplante" (Porto 2001, 2002).
Sinopse:
O que pode um poema, simples artefacto verbal, fazer num mundo obsidiado por imagens, ruído e fúria que pretende normalizar a vigilância e a privatização, inclusive do território dos sonhos? Num mundo caótico, fragmentado e alienante, ser como um fio de prumo, ferramenta que utilizámos para encontrar a verticalidade, a rectidão, o alinhamento correto entre desníveis e desigualdades? Tecida por poemas que remetem para canais de televisão, tecnologia e fenómenos culturais, a obra "Fios de Prumo" procura poeticamente uma autenticidade no desolado escombro da vida quotidiana. Vida mediada pelas redes sociais, onde a ironia deixa de ser um escudo para se tornar uma encenação compulsiva, e pelos ditames da Inteligência Artificial que nos exorta a delegar a nossa voz a algoritmos que simulam a profundidade sem o gene da reflexão e da justiça. Nunca rasurando a faculdade de os media reivindicarem o seu lugar nos novos mundos possíveis como estúdios da criação, laboratórios do conhecimento, da imaginação, da memória e da beleza moral, a obra manifesta também obstinada atenção à herança e ao testemunho do que, tendo sido dilacerado e perdido, sonha agora, face à devastação da ferida secreta, com uma possível reparação e morada na consciência lúcida e na insurreição da palavra.
Língua:
Português
Capa:
Capa Mole
Temática:
Poesia
Editora:
Gradiva
Data de Lançamento:
Março 2026
Nº de Páginas:
176
ISBN:
9789897854163