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Dimensões:
16,0 x 23,2 x 1,8cm
Autor:
Paula Gomes Magalhães
Sobre o Autor:
Doutorada e mestre em Estudos de Teatro pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Paula Gomes Magalhães é investigadora do Centro de Estudos de Teatro da mesma Universidade. É licenciada em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Deu aulas na Escola Superior de Tecnologia e Artes de Lisboa, Escola Superior de Educação de Lisboa e Escola Profissional de Setúbal. Jornalista de formação, trabalhou durante mais de 20 anos em rádio ("Radar", "Voz de Almada" e "Sul e Sueste"). É membro da "ArteViva" – Companhia de Teatro do Barreiro, onde, há cerca de 30 anos, desenvolve atividade como atriz, formadora e encenadora. Publicou "30 Anos de ArteViva – Memórias... e outras estórias da Companhia de Teatro do Barreiro" (ArteViva, 2010); "Belle Époque – A Lisboa de Finais do Século XIX e Início do Século XX" (Esfera dos Livros, 2014); "Teatro da Trindade 150 Anos – O Palco da Diversidade" (Guerra e Paz, 2017); e "Sousa Bastos" (INCM, 2018).
Sinopse:
Lisboa aos poucos transformava-se. Na viragem do século, entre 1890 e 1914, a capital portuguesa, impulsionada por uma burguesia cada vez mais endinheirada, vivia fascinada pelo glamour parisiense. Eram os últimos dias de uma Lisboa romântica e o nascer de uma cidade moderna e civilizada, uma transformação feita a conta-gotas e marcada por alguns episódios trágicos. As senhoras vestiam os últimos figurinos da moda francesa, deixavam-se levar pelos cheiros dos perfumes e outros produtos de beleza e higiene chegados de fora. Os modelos das roupas, gestos e comportamentos eram as grandes senhoras da Cidade das Luzes. Os homens enchiam os cafés do Chiado e divertiam-se nos seus teatros, o São Carlos estava sempre esgotado e o serão era feito de copos, guitarras e das animadas largadas de touros. A Avenida da Liberdade era o novo local para esta burguesia culta e abastada ver e ser vista, depois da triste demolição do Passeio Público. Os poucos automóveis que circulavam nas ruas da capital cruzavam-se com os burros e carroças das classes populares famintas e iletradas que viviam nos arredores pobres e sujos. Longe do desenvolvimento das grandes capitais europeias, a cidade iluminava-se com a chegada da eletricidade, nas casas os mais abastados instalavam os primeiros telefones, o animatógrafo era a novidade que todos queriam ver. A caminhar para a modernidade, Lisboa sofria, ao mesmo tempo, com o desaparecimento, de forma trágica, de algumas das ilustres figuras da sua cultura, tentava recuperar a custo das consequências sociais e económicas de um ingrato e humilhante ultimato inglês, e via gorada uma primeira revolta republicana, sendo obrigada a esperar quase vinte anos até assistir à destituição da monarquia. Paula Gomes Magalhães retrata, neste livro amplamente ilustrado, a vida quotidiana de Lisboa, na Belle Époque, uma cidade feita de contrastes. De luzes, boémia, glamour e alguma tristeza.
Língua:
Português
Capa:
Capa Mole
Temática:
História e Política
Editora:
Esfera dos Livros
Data de Lançamento:
Outubro 2014
Nº de Páginas:
376
ISBN:
9789896266028