O Medo de Al Berto

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Agora na sua 5.ª edição, com renovada capa, "O Medo" reúne toda a poesia de Al Berto.


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Promoção válida de 01/01/2023 a 31/12/2030

Dimensões:

17,5 x 24,7 x 4,0cm

Autor:

Al Berto

Sobre o Autor:

Poeta e editor português, de nome completo Alberto Raposo Pidwell Tavares, nasceu a 11 de janeiro de 1948, em Coimbra, e faleceu a 13 de junho de 1997, em Lisboa. Tendo vivido até à adolescência em Sines, exilou-se, entre 1967 e 1975, em Bruxelas, dedicando-se, entre outras actividades, ao estudo de Belas-Artes. Publicou o primeiro livro dois anos depois de regressar a Portugal. Em mais de vinte anos de atividade literária, a expressão poética assumida por Al Berto, o pseudónimo do autor, distingue-se de qualquer outra experiência contemporânea pela agressividade (lexical, metafórica, da construção do discurso) com que responde à disforia que cerca todos os passos do homem num universo que lhe é hostil. Trazendo à memória as experiências poéticas de Michaux ou de Rimbaud, é no próprio sofrimento, na sua violenta exaltação, na capacidade de o tornar insuportavelmente presente (nas imagens de uma cidade putrefacta, na obsidiante recorrência da morte e do mal, sob todas as suas formas) que a palavra encontra o seu poder exorcizante, combatendo o mal com o mal. É neste sentido que Ramos Rosa fala de uma "poesia da violência do mundo e da realidade insuportável": "a opacidade do mal ou a agressividade do mundo é tão intensa que provoca um choque e um desmoronamento geral", mas "à violência desta destruição responde o poeta com uma violenta negatividade que é uma pulsão de liberdade absoluta, que procura por todos os meios o seu espaço vital.", sublinhando ainda a forma como esta espécie de "grito de fragilidade extrema e irredutível do ser humano, do seu desamparado infinito, da sua revolta absoluta e sem esperança", se consubstancia, ao nível do estilo, num ritmo "ofegante, precipitado, como um assalto contínuo feito de palavras tão violentas como instrumentos de guerra" (cf. ROSA, António Ramos - "A Parede Azul. Estudos Sobre Poesia e Artes Plásticas", Lisboa, Caminho, 1991, pp. 120-121). No domínio editorial, a sua atividade pautou-se pela isenção e certa ousadia relativamente às políticas comerciais livreiras dominantes. Inicialmente seguindo uma estética surrealizante de temática erótica, em "O Anjo Mudo" (1993) funde prosa e poesia, exprime intertextualidades, numa viagem marginal e purificadora. A quase totalidade da sua obra poética encontra-se coligida em "O Medo". Foi galardoado com o Prémio Pen Club de Poesia em 1987.

Sinopse:

Agora na sua 5.ª edição, com renovada capa, "O Medo" reúne toda a poesia de Al Berto. encosta-te à parede deixa o fluxo da dor circular por dentro das imagens febris — agarra o feixe de cordas de ar — vai pelo rastro das etéreas aves — chama-as ao jardim imaginado e dá-lhes a beber as visões de cinza quente chama a noite e lança dentro dela a águia dos mares — a flor escura do sangue transforma-a em navio rompendo a bruma deste inverno sem memória deixa o corpo viajar no desalento essa fonte do inesgotável canto — melancolia que os remédios não curam encosta-te à parede escuta a inesperada mudez do talento

Língua:

Português

Capa:

Capa Dura

Temática:

Poesia

Editora:

Assírio & Alvim

Data de Lançamento:

Abril 2017

Nº de Páginas:

704

ISBN:

9789723714043