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Dimensões:
12,9 x 19,3 x 2,1cm
Autor:
Jorge Luis Borges
Sobre o Autor:
Jorge Luis Borges nasceu em Buenos Aires, em 1899. Cresceu no bairro de Palermo, "num jardim, por detrás de uma grade com lanças, e numa biblioteca de ilimitados livros ingleses". Em 1914 viajou com a família pela Europa, acabando por se instalar em Bruxelas, e posteriormente em Maiorca, Sevilha e Madrid. Regressado a Buenos Aires, em 1921, Borges começou a participar ativamente na vida cultural argentina. Em 1923, publicou o seu primeiro livro — "Fervor de Buenos Aires" — mas o reconhecimento internacional só chegou em 1961, com o Prémio "Formentor", seguido por inúmeros outros. A par da poesia, Borges escreveu ficção (é sem dúvida um dos nomes maiores do conto ou da narrativa breve), crítica e ensaio, géneros que praticou com grande originalidade e lucidez. A sua obra é como o labirinto de uma enorme biblioteca, uma construção fantástica e metafísica que cruza todos os saberes e os grandes temas universais: o tempo, "eu e o outro", Deus, o infinito, o sonho, as literaturas perdidas, a eternidade — e os autores que deixam a sua marca. Foi professor de literatura e dirigiu a Biblioteca Nacional de Buenos Aires entre 1955 e 1973. Morreu em Genebra, em junho de 1986.
Sinopse:
Ao longo da sua vida, Borges combinou o seu trabalho como escritor com o de crítico — ou melhor, como um apaixonado promotor dos escritores que amava, muitas vezes desconhecidos dos seus compatriotas. E desempenhou esta atividade (que revelaria uma geografia literária inesperada) de forma afável e definitiva, através dos seus contributos para revistas e jornais, das suas traduções (de Virginia Woolf, Gide, Kafka, Faulkner), das suas antologias — e, especialmente, dos seus prólogos. Como os que aqui se reúnem, que representam uma forma brilhante de crítica, capaz de atingir a essência das coisas, através de um Cervantes que nunca deixou de sonhar com um segundo "Dom Quixote", a grande voz de Walt Whitman, os artifícios deliciosos de Valéry, o tabuleiro onírico de Lewis Carroll, as alusões de Kafka, o som e a fúria de "Macbeth" ou o orgulho americano de Melville. Mas também capaz de assumir a forma mais adequada ao tema: a biografia sintética, por exemplo, onde se concentra uma obra inteira e paira uma deliciosa ironia. E não importa se alguns dos autores aqui apresentados nos fazem sentir como se estivéssemos em território desconhecido; com eles, descobrimos toda uma constelação pessoal bem como a "literatura segundo Borges". É assim que entramos nas páginas de William Shakespeare, Cervantes, Kafka, Herman Melville, Francisco de Quevedo, Lewis Carroll, Emerson, Ray Bradbury, Adolfo Bioy Casares, Paul Valéry, Walt Whitman, Henry James, Edward Gibbon, Thomas Carlyle ou Marcel Schwob. Pela mão de Borges.
Tipo de Literatura:
Traduzida
Língua:
Português
Capa:
Capa Mole
Temática:
Ensaios
Editora:
Quetzal
Data de Lançamento:
Junho 2026
Nº de Páginas:
312
ISBN:
9789895822126