Mafalda - Guerra e Paz de Quino

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A Mafalda não apresenta tratados diplomáticos nem fórmulas milagrosas para resolver os conflitos do mundo. Propõe algo mais simples — e talvez mais difícil: que cada pessoa comece por questionar as suas próprias certezas. Talvez seja essa lucidez, tão incómoda quanto necessária, que faz dela uma das vozes mais persistentes — e mais sensatas — no eterno debate sobre guerra e paz.


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Promoção válida de 01/01/2023 a 31/12/2030

Dimensões:

20,3 x 22,1 x 0,8cm

Autor:

Quino

Sobre o Autor:

Autor de banda desenhada (BD), caricaturista e ilustrador argentino, Quino, pseudónimo de Joaquín Salvador Lavado ((Mendoza, Argentina, 17 de julho de 1932 - 30 de setembro de 2020), sendo filho de imigrantes espanhóis originários de Fuengirola (Málaga). Uma vez terminados os estudos em Belas-Artes, Quino tentou a sua sorte como desenhador na capital argentina, Buenos Aires, quando tinha 18 anos. Não conseguindo trabalho, regressou a casa e fez diversos cartazes publicitários nos seus primeiros anos de trabalho, até que se mudou para Buenos Aires, em 1954, onde o seu trabalho acabaria por, a pouco e pouco, ser devidamente reconhecido. Começou a trabalhar como ilustrador para títulos tão diversos como "Avivato", "Esto Es", "Que", "Siete Dias", "Tia Vicenta", "Vea y Lea", entre outros, fazendo abundante número de caricaturas. Nos seus primeiros trabalhos nota-se que sofreu influências plásticas de Walt Disney e do argentino Guillermo Divito. "Mundo Quino", título do seu primeiro livro, foi editado em 1963. Em 1964 surgiu a sua personagem emblemática, Mafalda, a contestatária, série de banda desenhada publicada nos jornais em tiras (curta sequência de quadradinhos), que inicialmente tinha sido imaginada para uma campanha publicitária a eletrodomésticos e que, entretanto, acabou por ser recusada. Inicialmente, Mafalda foi publicada no suplemento de humor da revista "Leoplán", com três tiras, passando a surgir regularmente em "Primera Plana" (1964), depois no "El Mundo" (1965) e finalmente no "Siete Dias" (1967), terminando em 1973, apesar do grande sucesso alcançado em diversos países. Esta decisão prendeu-se com o desejo do autor de se dedicar inteiramente ao desenho de humor, à caricatura, por um lado, e de não cair na sempre dificilmente inevitável armadilha da repetição de ideias. A popularidade e atualidade da Mafalda continuam, apesar da BD desta personagem ter terminado há décadas. Para além disso, está associada a séries de desenhos animados e a diversos produtos derivados. A obra de Quino é muito vasta, encontrando-se editada nas principais línguas. Os seus "Cartoons", aparentemente tão simples, retratam como poucos os inacreditáveis meandros da burocracia, a sempre surpreendente estupidez humana, a prepotência dos mais fortes sobre os mais fracos, entre outras célebres evocações que são recorrentes da sua obra, marcada por um humor e um grafismo sem igual. O autor, que em Portugal tem um grande número de livros editados pela Dom Quixote, Bertrand e Teorema, já se deslocou ao nosso país para encontros com os jornalistas e os leitores portugueses em 2001 e em 2003. Foi distinguido várias vezes, destacando-se: o Troféu Palma de Ouro do Salão Internacional de Humorismo de Bordighera (1978), "Desenhista do Ano" a nível mundial (1982), o Prémio B' nai B' rith Derechos Humanos (1998) e o Prémio Quevedos de Humor Gráfico (2001). Foi distinguido com o Prémio Príncipe das Astúrias na categoria de Comunicação e Humanidades em 2014.

Sinopse:

Farta de ver o mundo discutir mais do que conversar e de constatar que as notícias parecem trazer sempre novos conflitos, a Mafalda volta a observar o mundo com a atenção de quem não aceita que a guerra seja tratada como algo normal. Entre perguntas desconcertantes e comentários certeiros, analisa a forma como os adultos gerem o planeta e pergunta-se por que razão a paz continua a ser uma promessa adiada. Pela sua lupa passam os confrontos entre países, a corrida aos armamentos, os discursos grandiosos sobre o bem e o mal e as contradições de uma humanidade que proclama ideais elevados, mas nem sempre os pratica. Com a ajuda dos seus amigos, a Mafalda desmonta certezas, expõe incoerências e revela, com um humor afiado, o absurdo de muitas verdades oficiais. A Mafalda não apresenta tratados diplomáticos nem fórmulas milagrosas para resolver os conflitos do mundo. Propõe algo mais simples — e talvez mais difícil: que cada pessoa comece por questionar as suas próprias certezas. Talvez seja essa lucidez, tão incómoda quanto necessária, que faz dela uma das vozes mais persistentes — e mais sensatas — no eterno debate sobre guerra e paz.

Língua:

Português

Capa:

Capa Mole

Temática:

Humor

Editora:

Iguana

Data de Lançamento:

Maio 2026

Nº de Páginas:

112

ISBN:

9789895899791