Baudolino de Umberto Eco

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Abril de 1204. Constantinopla, a esplêndida capital do Império Bizantino, é saqueada e incendiada pelos cavaleiros da Quarta Cruzada.


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Promoção válida de 01/01/2023 a 31/12/2030

Dimensões:

15,5 x 24,0 x 3,2cm

Autor:

Umberto Eco

Sobre o Autor:

Escritor e homem de letras italiano, Umberto Eco nasceu a 5 de janeiro de 1932 em Alessandria (Piemonte) e morreu a 19 de fevereiro de 2016. Pouco se sabe sobre as suas origens e a sua infância, salvo que revelou extrema precocidade ao doutorar-se pela Universidade de Turim com apenas vinte e dois anos de idade, em 1954, apresentando para o efeito uma tese consagrada ao pensamento filosófico de São Tomás de Aquino "O Problema Estético em S. Tomás de Aquino". Entre 1954 e 1959 desempenhou as funções de editor cultural na famosa cadeia de televisão estatal italiana RAI, lecionando também nessa altura nas universidades de Turim, Milão e Florença e no Instituto Politécnico de Milão. Com apenas trinta e nove anos de idade foi nomeado professor catedrático de Semiótica pela Universidade de Bolonha, a mais conceituada do seu país. Começou a escrever nos finais da década de 50, contribuindo para diversas publicações periódicas com uma série de artigos que seriam reunidos em volumes como "Diario Minimo" (1963, Diário Mínimo), "Il Costume di Casa" (1973), "Dalla Periferia Dell'Impero" (1977) e "Il Secondo Diario Minimo" (1992). O seu início de atividade ficou também marcado por obras como "Opera Aperta" (1962) e "Apocalittici E Integrati" (1964, Apocalípticos e Integrados). Mantendo uma carreira editorial bastante completa e ativa, Eco não deixou de publicar estudos académicos sobre Estética, Semiótica e Filosofia, dos quais se podem destacar "La Definizione Dell'Arte" (1968), "Le Forme Del Contenuto" (1971), "Trattato Di Semiotica Generale" (1976), "Come Si Fa Una Tesi Di Laurea" (Como Fazer Uma Tese de Doutoramento, 1977) e "Arte E Bellezza Nell'Estetica Medievale" (1986), obra que lhe valeu vários e conceituados prémios literários. Em 1980 publicou o seu primeiro romance, "Il Nome Della Rosa" (O Nome da Rosa), obra que foi imediatamente considerada como um clássico da literatura mundial. Contando as andanças de um monge do século XIV que é chamado a uma abadia beneditina para solucionar um crime, Eco restabelecia a velha contenda entre o mundo material e o espiritual. A obra foi adaptada com sucesso para o cinema em 1986, pela mão do realizador Jean-Jacques Annaud. Bastante popular, sobretudo nos meios mais eruditos foi o seu segundo romance, "Il Pendolo Di Foucault" (1988, O pêndulo de Foucault), em que Eco contrapunha o hermetismo e a cosmologia aos potenciais da informática e aos perigos do crime organizado. O público acolheu com mais modéstia "L'Isola Del Giorno Prima" (1995, A Ilha do Dia Antes), romance em que Roberto della Griva, um aristocrata do século XVII, desperta numa embarcação à deriva no Pacífico Sul, e "Baudolino" (2000, Baudolino), obra também pertencente ao género do romance histórico.

Sinopse:

Abril de 1204. Constantinopla, a esplêndida capital do Império Bizantino, é saqueada e incendiada pelos cavaleiros da Quarta Cruzada. Entre o caos e a carnificina generalizados, um certo Baudolino salva a vida a um alto funcionário da corte que, fascinado com as habilidades do salvador, lhe pede que conte a sua história de vida. Filho de simples camponeses, Baudolino tem dois talentos principais: um dom inato para aprender línguas e uma inclinação imensa para a invenção. Quando, ainda menino, encontra um comandante militar nos bosques perto da sua aldeia, encanta-o com a sua mente viva e o seu espírito rápido. O comandante - que não é senão o imperador Frederico Barbarroxa - adopta Baudolino e manda-o para a universidade em Paris, onde este faz vários amigos destemidos e aventureiros como ele. Inspirado por mitos e sonhos, este grupo parte em busca do Preste João, um sacerdote-rei lendário que se pensa governar um vasto reino do Oriente - terra fantástica habitada por criaturas estranhas com olhos nos ombros e bocas nas barrigas, eunucos, unicórnios e donzelas adoráveis. O delicioso relato feito por Baudolino é uma narrativa de verdade e ficção - ou de ficção tornada verdadeira, pois as mentiras que urde têm o condão de se tornar História… Com aventuras mirabolantes e hilariantes, um crime impossível, truques extraordinários e viagens fabulosas, a par de reflexões sobre a nossa época pós-moderna, este livro mostra-nos Umberto Eco, o contador de histórias, no seu melhor.

Tipo de Literatura:

Traduzida

Língua:

Português

Capa:

Capa Mole

Temática:

Romance

Editora:

Gradiva

Data de Lançamento:

Novembro 2016

Nº de Páginas:

536

ISBN:

9789896167448