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Dimensões:
15,0 x 23,7 x 3,5cm
Autor:
Paulo José Miranda
Sobre o Autor:
Paulo José Miranda é um romancista, poeta e dramaturgo. Licenciado em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1999), é Membro da Sociedade Portuguesa de Autores e Membro do PEN Clube de Portugal. Ministra cursos de Literatura Criativa sobre autores portugueses e estrangeiros e colabora em várias revistas literárias. Recebeu vários importantes prémios: Prémio Teixeira de Pascoaes (1998), Prémio José Saramago (1999), Prémio de Poesia da Sociedade Portuguesa de Autores (2015) e Prémio Ciranda (Fundão, 2015). Entre as obras publicadas destacam-se na poesia, "A voz que nos trai" (1997), "Exercícios de Humano" (2014), "Auto-Retratos" (2016) e "Abysmo" (2022). Na ficção, o tríptico dedicado à cultura portuguesa oitocentista: "Um Prego no Coração" (1998), "Natureza Morta" (1998) e "O Vício" (2001) e, posteriormente, "Com o Corpo Todo" (2011), "A Máquina do Mundo" (2014) e "Aaron Klein" (2020). No campo do teatro: "O Corpo de Helena" (1998). Alguns dos títulos encontram-se traduzidos em castelhano, francês e croata.
Sinopse:
Manoel de Oliveira dedicou-se a tempo inteiro ao cinema numa idade em que a maioria das pessoas está já reformada: aos 70 anos. Mas isso não o impediu de filmar durante mais trinta e cinco anos. Este é, por isso, um livro sobre a capacidade de superação dos limites impostos pela vida, um livro acerca de um homem que esteve sempre pronto a começar de novo. Em jovem, foi campeão nacional de salto à vara. E trapezista voador. Nessa mesma altura, realizou o primeiro filme, que foi aplaudido de pé por um Nobel da Literatura. Foi piloto de automóveis, vencendo várias provas. Tirou o brevet de piloto e sobrevoava a quinta da namorada largando cartas de amor. Foi galã de cinema, entrando em A Canção de Lisboa. Foi agricultor no Douro. E, por fim, gestor industrial. Manoel de Oliveira está nos antípodas do convencional, não só no tocante à vida, mas também no que respeita à obra. Neste livro, Paulo José Miranda mergulha no génio do realizador, procurando compreender os filmes que fez à luz das revoluções que ia produzindo em diferentes épocas. Nesse sentido, esta é também, e ao mesmo tempo, uma biografia crítica e uma aproximação do leitor à obra de Oliveira, tardia e tantas vezes mal compreendida. Apesar de constantemente impedido de filmar durante a ditadura, ao dar-se o 25 de Abril, Oliveira perde a fábrica e a casa que mandara construir quando casara. Nessa altura, diz ao produtor Paulo Branco, com quem tinha acabado de fazer o primeiro filme: "Paulo, agora temos de andar para a frente, agora tenho de viver do cinema." O que, efetivamente, irá acontecer e durante muitos anos. Mais de vinte filmes depois, já perto dos 100 anos, Manoel ainda ousa dizer a um velho amigo: "Tenho de pensar no meu futuro."
Língua:
Português
Capa:
Capa Mole
Temática:
Biografias
Editora:
Contraponto
Data de Lançamento:
Setembro 2019
Nº de Páginas:
584
ISBN:
9789896661656