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Dimensões:
19,6 x 25,2 x 3,5cm
Autor:
Fernando Araújo
Sobre o Autor:
Fernando José Borges Correia de Araújo é professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa; fundador do Centro de Investigação de Direito Privado da FDUL (CIDP) e diretor da sua Secção de Direito da Bioética, é também diretor da "Revista Jurídica Luso-Brasileira" (ISSN: 2183-539X); autor de "A Procriação Assistida e o Problema da Santidade da Vida" (1999), "Direito da Bioética in Dicionário Jurídico da Administração Pública" (2002), "A Hora dos Direitos dos Animais" (2003), "The Recent Development of Portuguese Law in the Field of Animal Rights", "Journal of Animal Law, 1" (2005).
Sinopse:
Nota prévia da 3.ª Edição Procura-se, corn a 3.ª edição da Introdução à Economia, atingir o ponto de equilíbrio que era visado já nas edições anteriores, ou seja, uma densidade e estruturação que permitam ao leitor alcançar, no espaço de um único texto, uma visão razoavelmente ampla e actualizada dos temas básicos da Ciência Económica. O Manual continua a chamar-se "Introdução", não obstante a crítica que me foi muito frequentemente dirigida por causa da excessiva modéstia do título face às dimensões já atingidas na 2.ª edição - pois é bem claro que, apesar do propósito panorâmico, há áreas inteiras da ciência económica que não são senão tenuemente vislumbradas, e as que são expressamente abordadas não o são com mais profundidade do que aquela que é consentida por aquele propósito, como de resto resultará evidente com a abundância de referências bibliográficas, sugestivas da extensão que cada tema tem alcançado no debate científico (uma extensão frequentemente incomportável, diga-se - um excesso de informação a reclamar triagem formativa). A estrutura dos capítulos mantém-se, conquanto tenha sido dado maior destaque (nos Capítulos 11 a 16) aos temas que genericamente poderíamos agregar sob a designação "Economia Pública", a conexão entre Economia e Política na qual hoje se joga um dos grandes papéis que socialmente está reservado ao Direito. Tentou-se ainda melhorar a apresentação dos gráficos em geral, e alguns tópicos de actualidade são objecto de maior desenvolvimento. Dito isto, torna-se também mais explícito que o público-alvo deste Manual é o de estudantes de Direito, procurando enfatizar-se diversos pontos de grande relevância na perene simbiose entre as duas ciências so ciais, sem por um lado entrarmos nos domínios mais particulares da "Análise Económica do Direito" ("Law and Economics"), a merecerem tratamento autónomo, e sem por outro nos preocuparmos demasiado com a demonstração da actual relevância dos estudos jurídico-económicos, ponto que há muito deveria ter deixado de ser controverso. Sem embargo do que adiante se lerá no texto, ilustremo-lo referindo que a "Crise da Justiça", essa tragédia social e política que tanto se tem agravado recentemente, com consequências tão dilacerantes para a identidade do Direito e para a confiança nas instituições, é na sua maior parte o simples resultado da violação de cânones de racionalidade económica, um puro fenómeno de "falha de coordenação" e de esgotamento de recursos comuns por colapso da regulação, por ausência de adequados "preços de congestionamento", por ilusão de "gratuitidade de acesso". Sublinhemos também que, para o mundo do Direito, o vocabulário económico é crescentemente uma necessidade, dado o modo como esse vocabulário tem vindo crescentemente a predominar na agora política e na "vida dos negócios": seja pelas más razões de denotar um mundo crescentemente ganancioso e materialista, que tudo dissolve em venalidade e sucesso mundano, seja pelas boas razões de espelhar vivências pluralistas e multiculturais dentro de repúblicas tolerantes, nas quais a prosperidade e a heterogeneidade cultural geram oportunidades pela dissolução de valores num oceano de "caos individualista", no qual deixa de haver referências impostas ou convicções partilhadas, surgindo aí a visão económica como mínimo denominador comum, o único alicerce para propostas de despojado pragmatismo, julgando a organização colectiva das instituições pêlos respectivos resultados, com um grau ínfimo de constrangimentos ideológicos, de inflamações doutrinárias ou de pretextos para a intolerância. Pesem embora muitas perversões no seu já longo caminho de protagonismo cultural, a ciência económica procurou originariamente não ser mais do que a ciência do homem comum, observado em esforços de resolução dos seus comezinhos problemas quotidianos em
Língua:
Português
Capa:
Capa Mole
Temática:
Economia e Gestão
Editora:
Almedina
Data de Lançamento:
Outubro 2009
Nº de Páginas:
864
ISBN:
9789724024592