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Dimensões:
15,1 x 23,6 x 1,7cm
Autor:
Álvaro Laborinho Lúcio
Sobre o Autor:
Álvaro José Brilhante Laborinho Lúcio (Nazaré, 1 de dezembro de 1941 – 23 de outubro de 2025) foi um jurista, professor universitário, ex-ministro da Justiça e escritor português. Mestre em Ciências Jurídico-Civilísticas pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e magistrado de carreira, foi juiz-conselheiro jubilado do Supremo Tribunal de Justiça. De janeiro de 1990 a abril de 1996, exerceu, sucessivamente, as funções de secretário de Estado da Administração Judiciária, ministro da Justiça e deputado à Assembleia da República. Entre março de 2003 e março de 2006, ocupou o cargo de ministro da República para a Região Autónoma dos Açores. Com intensa atividade cívica, foi membro dirigente de várias associações, entre as quais se destacam a APAV e a CRESCER-SER, de que era sócio fundador. Com artigos publicados e inúmeras palestras proferidas sobre temas ligados à justiça, ao direito, à educação, aos direitos humanos e à cidadania em geral, é autor de livros como "A Justiça e os Justos", "Palácio da Justiça", "Educação, Arte e Cidadania", "O Julgamento. Uma Narrativa Crítica da Justiça" – e, em coautoria, "Levante-se o Véu". Agraciado pelo rei de Espanha, com a Grã-Cruz da Ordem de S. Raimundo de Peñaforte, e pelo presidente da República Portuguesa, com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo, foi membro da Academia Internacional da Cultura Portuguesa e doutor honoris causa pela Universidade do Minho. Em 2014 publicou "O Chamador", o seu primeiro livro de ficção, em 2016 o romance "O Homem Que Escrevia Azulejos" (finalista do Prémio Fernando Namora 2017), em 2019 "O Beco da Liberdade" (semifinalista do Prémio Oceanos 2020), e em 2022 "As Sombras de Uma Azinheira", todos na Quetzal. Em 2023, a Assembleia da República atribuiu-lhe a Medalha de Ouro Comemorativa do 50.º Aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Sinopse:
Um velho encenador evoca as grandes personagens - quase todas trágicas - que o marcaram dentro e fora de cena, sobre as tábuas do teatro ou no vasto palco da vida. À medida que desfia enredos e fisionomias, e recupera cenários reais ou efabulados, mantém um diálogo (às vezes agreste) com a sua própria memória - interlocutora fundamental para a recuperação desse passado, mas nem sempre fiável. Na estreia ficcional de Álvaro Laborinho Lúcio, a itinerância intelectual, a mobilidade geográfica e social, a diversidade de tipos humanos retratados e a total disponibilidade para melhor os conhecer e compreender derivam certamente do riquíssimo percurso pessoal e profissional do autor: foi juiz, procurador da República, procurador delegado do PGR, inspector do Ministério Público, ministro da Justiça, deputado à Assembleia da República, além de figura tutelar de organizações humanitárias e de cidadania. Sempre ligado à Justiça, operando num sector da vida pública em que a garantia dos direitos de uns passa pela supressão dos direitos de outros, Laborinho Lúcio presta aqui homenagem aos proscritos e esquecidos da sociedade, e restitui-lhes a estatura humana que lhe é devida.
Tipo de Literatura:
Lusófona
Língua:
Português
Capa:
Capa Mole
Temática:
Romance
Editora:
Quetzal
Data de Lançamento:
Abril 2014
Nº de Páginas:
216
ISBN:
9789897221576