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Dimensões:
16,2 x 19,8 x 1,6cm
Autor:
Cláudia R. Sampaio
Sobre o Autor:
Cláudia R. Sampaio nasceu em Lisboa, em 1981. É poeta e artista plástica. Estudou Escrita de Argumento, na Escola Superior de Teatro e Cinema, e escreveu para cinema, televisão e teatro. Publicou os livros de poesia "Os Dias da Corja", "A Primeira Urina da Manhã", "Ver no Escuro", "1025 mg", "Outro Nome para a Solidão", "Já Não Me Deito em Pose de Morrer" e "Uma Mulher Aparentemente Viva". Está também publicada no Brasil com a trilogia "Inteira Como Um Coice do Universo" (Edições Macondo). Tem desenvolvido, em parceria, trabalhos musicais a partir dos seus poemas e já fez parte de vários grupos como diseure. Em 2019, juntou-se ao coletivo de arte Manicómio, no qual trabalha como artista e como membro da equipa de produção. No âmbito deste projeto, integrou, em janeiro de 2020, a primeira delegação portuguesa a ser convidada pela "Outsider Art Fair" — a maior feira de arte informal do mundo, em Nova Iorque — para expor a sua obra. Em 2024, foi uma das artistas da exposição "Procissão: Louvar e Santificar", no Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), e a sua obra está representada em inúmeras coleções privadas. Vive em Lisboa, com as suas gatas Polly Jean e Pandora.
Sinopse:
"Penso na poesia de Cláudia R. Sampaio como no discurso furioso que apenas alguém de profunda ternura poderia fazer. Sua tragédia, explícita, frontal, é a de saber a delicadeza quando tudo em seu redor propende para o grotesco e a cabeça se desafia em dúvida. Magnífica poeta, seu impasse é constante: "Quem sabe se não é agora que / possuo toda a loucura / e me faço mulher // Eu que da cintura para cima sou triste / e daí para baixo uma praia / a quem explodiram o mar / para depois o transformarem em / homem e em assombro também". A expressão de Cláudia R. Sampaio é das mais contundentes da contemporaneidade. Não se ergue panfletária, ergue-se numa urgência íntima que não teme expor, usando sua vulnerabilidade para força, como alguém que mapeia as feridas procurando cicatrizá-las, e também glorificá-las, com o verso. Toda a poesia abeira a terapêutica, e aqui a terapêutica é fundamental, inclusive como forma de classificar cada detalhe do mundo, como protesto e como alegria do possível. A loucura e a terapia são íntimas e fertilizam, a um tempo, o pensamento e a sabedoria. Que maravilha o desabrido desta poesia. Que maravilha que não seja demasiado limpa, demasiado educada, e se coloque sobretudo enquanto necessidade além da razão e de qualquer etiqueta. Uma poesia que redime tanta coisa mas que também gratamente infeta: "desta vida à outra / castigaram-nos com abraços / afogando o adeus corcunda / adiantado pelas colisões das / palavras / veneno abençoado / do nosso lar."." por Valter Hugo Mãe, curador da coleção ""elogio da sombra""
Língua:
Português
Capa:
Capa Mole
Temática:
Poesia
Editora:
Porto Editora
Data de Lançamento:
Janeiro 2020
Nº de Páginas:
164
ISBN:
9789720032669