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Dimensões:
15,8 x 23,8 x 2,5cm
Autor:
Francisco Noa
Sobre o Autor:
Francisco Noa nasceu em 1962, em Inhambane (Moçambique). É doutorado em Literaturas Africanas de Língua Portuguesa pela Universidade Nova de Lisboa. Ensaísta, crítico literário e professor em universidades moçambicanas e no estrangeiro. Investigador associado na Universidade de Coimbra, em Portugal. Foi diretor e investigador do Centro de Estudos Sociais Aquino de Bragança (CESAB), em Maputo. Foi, entre 2015 e 2020, reitor da Universidade Lúrio, em Moçambique. Foi Prémio BCI de Literatura de 2015. Tem feito parte de júris nacionais e internacionais, foi membro do júri do Prémio Camões e do Prémio Oceanos. É autor de várias obras ensaísticas, nomeadamente "Uns e Outros na Literatura Moçambicana – Ensaios" (2016); "Perto do Fragmento, a Totalidade. Olhares sobre a literatura e o mundo" (2012); "A Letra, a Sombra e a Água. Ensaios & Dispersões" (2008); "Império, Mito e Miopia. Moçambique como invenção literária" (2002); "A Escrita Infinita" (1998); "Literatura Moçambicana – Memória e Conflito" (1997).
Sinopse:
A literatura colonial, para muitos uma "pseudo-literatura" ou uma literatura "imoral", possui uma clara importância estético-literária e cultural, uma vez que é tributária de toda uma tradição que, de um modo mais ou menos marcado, tem regido as principais redes das relações de identidade e de alteridade ao longo da história da humanidade — os helénicos e os "bárbaros", os cristãos e os "pagãos", os muçulmanos e os "infiéis", os civilizados e os "primitivos" ou "selvagens", os desenvolvidos e os "subdesenvolvidos". "Império, Mito e Miopia - Moçambique como invenção literária" permite não necessariamente reabilitar ou legitimar a literatura colonial — não é esse o objetivo —, mas tão-somente compreender, problematizando, a especificidade de um modo de (re)inventar mundos, segundo uma lógica alicerçada numa pretensa supremacia cultural, ética e civilizacional. O imaginário dominantemente representado pela literatura colonial ainda subsiste e leva-nos a falar numa colonialidade intemporal e proteica, em exercícios permanentes de travestimento representacional seja ele literário ou extraliterário. O presente que hoje vivemos, nesta globalidade difusa, desequilibrada e inquietante, não faz mais do que confirmá-lo.
Língua:
Português
Capa:
Capa Mole
Temática:
História e Política
Editora:
Caminho
Data de Lançamento:
Abril 2026
Nº de Páginas:
400
ISBN:
9789722133746