Furriel Não é Nome de Pai de Catarina Gomes

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Edição revista e aumentada da investigação sobre os filhos de militares portugueses que ficaram para trás depois da guerra colonial.


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Promoção válida de 01/01/2023 a 31/12/2030

Dimensões:

13,7 x 20,8 x 2,5cm

Autor:

Catarina Gomes

Sobre o Autor:

Catarina Gomes nasceu em Lisboa em 1975. É autora de quatro livros de não-ficção e de um romance. Com "Furriel Não É Nome de Pai" quebrou um tabu, contando pela primeira vez a história dos filhos que os militares portugueses tiveram com mulheres guineenses, angolanas e moçambicanas durante a Guerra Colonial portuguesa e que deixaram para trás. A obra deu origem a uma série documental da sua autoria, "Filhos de Tuga" ("RTP1"). Antes, em "Pai, Tiveste Medo?" abordara a forma como a experiência do conflito chegou à geração dos portugueses filhos de ex-combatentes. Em "Coisas de Loucos" mergulha nas vidas de oito doentes psiquiátricos a partir de objetos pessoais que estes deixaram para trás no primeiro manicómio português. O livro foi adaptado a teatro. O seu primeiro romance, "Terrinhas", cujo fio condutor são as batatas que os pais da protagonista traziam todos os anos da aldeia de infância, venceu o Prémio Revelação Agustina Bessa-Luís. As quatro obras foram incluídas no Plano Nacional de Leitura. No seu último livro, "Um Dedo Borrado de Tinta", conta a história de pessoas que nunca puderam aprender a ler. Foi jornalista do "Público" durante quase 20 anos. Tem o "Master" em "Media and Communications" pela "London School of Economics". Recebeu alguns dos prémios nacionais mais importantes da área. Foi duas vezes finalista do Prémio de Jornalismo Gabriel García Marquez e foi-lhe atribuído o Prémio Internacional de Jornalismo Rei de Espanha. Foi uma das escritoras convidadas para o "Iowa International Writing Program". O seu site é www.catarina-gomes.com

Sinopse:

No seguimento da exibição na RTP do documentário "Filhos de Tuga", feito pela autora a partir destas histórias. Chamavam "resto de tuga" a Fernando e ele não percebia porquê, até ao dia em que descobriu que era filho de um português que combatera na Guiné. Procurou o pai pelo nome que achava que ele tinha, o único nome que a sua mãe decorou: furriel. Uma patente militar é pouco, mas Fernando não desiste. A história de Fernando repete-se com outros nomes: o de Óscar, sovado todos os dias pelo padrasto, por ter nascido com a pele mais clara; o dos gémeos Celestina e Celestino, que guardam, aos 40 anos, a fotografia desbotada de um jovem militar que não quer conhecê-los. Não se sabe o número de casos, porque estas contas nunca se fizeram. Catarina Gomes partiu para África levando na mala um dos maiores tabus entre os militares portugueses: os filhos da guerra, crianças que ficaram para trás (em Angola, Moçambique e na Guiné-Bissau) quando terminou o conflito e que há anos buscam uma identidade perdida, sem que o próprio Estado português reconheça a dimensão desta realidade. Este é o livro que conta a sua história.

Língua:

Português

Capa:

Capa Mole

Temática:

História e Política

Editora:

Tinta da China

Data de Lançamento:

Janeiro 2026

Nº de Páginas:

344

ISBN:

9789895950058