Adoecer de Hélia Correia

16,20€
14,58€
Indisponível
Prémio Literário Fundação Inês de Castro 2011


Onde se lê promoção na frase abaixo, deverá ler-se fixação de preço dentro dos limites permitidos pelo regime do preço fixo do livro.

Promoção válida de 01/01/2023 a 31/12/2030

Dimensões:

15,2 x 23,4 x 2,0cm

Autor:

Hélia Correia

Sobre o Autor:

Escritora portuguesa contemporânea (1949), licenciou-se em Filologia Românica e é professora de Português do Ensino Secundário. Apesar do seu gosto pela poesia, é como ficcionista que é reconhecida como uma das revelações da novelística portuguesa da geração de 1980, embora os seus contos, novelas ou romances estejam sempre impregnados do discurso poético. Estreou-se na poesia com "O Separar das Águas", em 1981, e "O Número dos Vivos", em 1982. A novela "Montedemo", encenada pelo grupo O Bando, dá à autora uma certa notoriedade. Aliás, Hélia Correia revelou, desde cedo, o gosto pelo teatro e pela Grécia clássica, o que a levou a representar em "Édipo Rei" e a escrever "Perdição", levadas à cena, em 1993, pela Comuna. Escreveu também "Florbela", em 1991, que viria a ser encenada pelo grupo Maizum. Destacam-se ainda na sua produção os romances "Casa Eterna" e "Soma" e, na poesia, "A Pequena Morte/Esse Eterno Conto".Recebeu em 2002 o prémio PEN 2001, atribuído a obras de ficção, pela sua obra "Lillias Fraser". Venceu o prémio literário Correntes d'Escritas/Casino da Póvoa com o livro de poesia "A Terceira Miséria". Foi galardoada com o Prémio Camões, em 2015.

Sinopse:

"Havia nela como que uma falha que provinha talvez da exaustão e da deficiência alimentar, dando-lhe um ar furtivo, de gazela, que fez cair as apresentações. Lizzie passou para detrás da porta abandonada que servia de biombo e regressou vestida de rapaz. Apanhara o cabelo sobre a nuca. Mostrava as pernas e isso produzia um curioso efeito assexuado. Gabriel adiantou-se e começou a ocupar-se da figura que faltava, não nos papéis de esboço, mas na tela. As personagens masculinas já se achavam muito avançadas. Ele posara para bobo. Os pré-rafaelitas provocavam situações de enteajuda em que existia, a par de exibição, sinceridade. Deverell e Millais arrefeciam, de pé, imóveis e a perder entusiasmo. Viam em Lizzie a rapariga magra e de feições irregulares que até então não tinham visto. A narrativa de Walter, que avassalara o próprio narrador, deixava de exercer influência e a temperatura dos seus corpos ressentia-se. Esfregavam os braços, percebendo toda a impiedade do Inverno. Observavam Rossetti e Miss Sid que estavam sós, naquilo que talvez fosse o encontro do pintor com o modelo. Porém sentiam desconforto, como se presenciassem uma cena íntima. Lizzie, que mantivera a posição sem vacilar nos dias anteriores, vergava as costas, inclinada para o chão. Era um abatimento poderoso sob o qual circulava alguma glória. John Everett Millais compreendeu a origem do fascínio de Miss Sid. Tinha um corpo selado na tragédia, um apetite sacrificial. "Hei-de pintar esta mulher", pensou. Imaginava-a num cenário de narcisos. Não sabia que estava a vê-la morta."

Língua:

Português

Capa:

Capa Mole

Temática:

Romance

Editora:

Relógio D'Água

Data de Lançamento:

Abril 2010

Nº de Páginas:

304

ISBN:

9789896411602