Bisonte de Daniel Jonas

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Se o poema é um animal não pode dizer nada e a poesia nada diz.


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Promoção válida de 01/01/2023 a 31/12/2030

Dimensões:

14,5 x 20,5 x 1,1cm

Autor:

Daniel Jonas

Sobre o Autor:

Daniel Jonas é poeta, dramaturgo e tradutor. Enquanto poeta, publicou, entre outros, Sonótono (Cotovia, 2006), que lhe valeu o prémio PEN de Poesia, Nó (Assírio & Alvim, 2014), galardoado com o Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes da APE, e Cães de Chuva (Assírio & Alvim, 2022), vencedor do Prémio Literário Fundação Inês de Castro. Foi ainda um dos sete poetas nomeados para o Prémio Europeu da Liberdade, pelo seu livro Passageiro Frequente (Língua Morta, 2013), traduzido em polaco por Michal Lipszyc. Antes tinha sido distinguido com o prémio Europa David Mourão-Ferreira, da Universidade de Bari/Aldo Moro, pelo conjunto da sua obra. Traduziu vários autores, entre os quais John Milton, Shakespeare, Waugh, Pirandello, Huysmans, Berryman, Dickens, Lowry, Henry James e William Wordsworth. Como dramaturgo, publicou Nenhures (Cotovia, 2008) e escreveu Estocolmo, Reféns e o libreto Still Frank, todos encenados pela companhia Teatro Bruto.

Sinopse:

"Bisonte" procura acolher uma poética de largo espectro, orçando grandes espaços, ruminando o horizonte, tratando de grandes pinceladas rítmicas. Estilisticamente livre, coopta várias dimensões líricas, formalmente múltiplas, com um certo apetite por poemas longos e 'paisagistas', discursivos e de fundo fôlego. O poema mimetiza o grande quadrúpede e a sua estepe. Subitamente, o grande páramo é engolido no vórtice de uma miniatura, como a flor para o bisonte. É deste modo uma poética de escalas e, se aproximadamente interpretável, trataria do problema da anulação, de um tipo de olhar romântico, natural, pulverizado por blocos colectivos e grandes agremiações unitárias militando contra o individual. Se o poema é um animal não pode dizer nada e a poesia nada diz. E, contudo, é loquaz, um torrencial e irreprimível movimento altíssono condenado paradoxalmente a desaguar num mar tonitruante que estrangula o dito na sua câmara de gritos. Ameaçado de extinção, o poema é o bisonte. E a extinção é, de certo modo, a negação da história.

Língua:

Português

Capa:

Capa Mole

Temática:

Poesia

Editora:

Assírio & Alvim

Data de Lançamento:

Abril 2016

Nº de Páginas:

136

ISBN:

9789723718935