Maníacos de Qualidade de Joana Amaral Dias

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Portugueses ilustres na consulta com um psiquiatra.


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Promoção válida de 01/01/2023 a 31/12/2030

Dimensões:

15,9 x 23,8 x 2,2cm

Autor:

Joana Amaral Dias

Sobre o Autor:

Joana Amaral Dias é psicóloga clínica e criminóloga. Mestre em Psicologia do Desenvolvimento (Universidade de Coimbra), é doutorada em Psicologia Clínica e da Saúde (Universidade de Chicago e Universidade de Coimbra). Foi bolseira da Fundação para a Ciência e Tecnologia e tem várias pós-graduações, inclusivamente em Farmacologia pela "Harvard Medical School", onde prossegue os seus estudos pós-doc. Dirige a Clínica Carlos Amaral Dias. Deu aulas em diferentes universidades portuguesas e estrangeiras, é autora de uma dezena de livros e presença regular na comunicação social portuguesa, como analista criminal e política. Cidadã de causas e voluntária em associações como a Liga Portuguesa contra o Cancro, foi deputada à Assembleia da República. Amante do teatro, do cinema e do desporto, entrou em várias peças e competições. É orgulhosa mãe de três filhos e apaixonada por Portugal.

Sinopse:

Antes de fugir para o Brasil, D. Maria I já se encontrava louca. Passava por períodos de frenesi e supunha que o seu próprio corpo estava oco. No Rio de Janeiro, imaginava que o Diabo se escondia no Pão de Açúcar. Como foi que a vida sexual de D. Afonso VI e os seus órgãos genitais acabaram escrutinados num tribunal que ambicionava demonstrar que o soberano era impotente, louco e incapaz de governar? Hoje é possível entender os bastidores das acções destes monarcas? O Marquês de Pombal encontrar-se-ia tão obcecado com os jesuítas que só admitia conversas que os visassem. Entre os muitos que encarcerou e matou, conta-se o padre Malagrida. Qual dos dois era menos equilibrado? O iluminista que do beato fez herege para o queimar na fogueira ou o roupeta-preta que assumia a autoria de milagres e exorcismos? Um dia, Antero de Quental sentou-se num banco de um jardim público e deu dois tiros na cabeça. Porque foi que esse poeta-herói encerrou assim a sua vida? Fernando Pessoa revelou, desde cedo, uma grande preocupação com a sua própria sanidade mental, adoptando diferentes classificações psiquiátricas para si mesmo. Estaria louco ou apenas com medo? A psicóloga clínica Joana Amaral Dias traça o retrato psicológico destas e de outras personagens tidas como loucas. Baseada numa investigação histórica cuidada e na leitura de escritos e registos biográficos e autobiográficos - cartas, diários, etc. -, a autora revela-nos a dor psíquica destas figuras, bem como o seu respectivo diagnóstico clínico. Porém Joana Amaral Dias vai mais longe e, nesta viagem aos universos mentais de portugueses célebres, questiona os rótulos com que estes foram marcados e os tratamentos a que foram sujeitos - da fogueira a sanguessugas, dos banhos gelados aos choques eléctricos, das tareias ao apedrejamento. Uma reflexão original sobre a forma como ao longo dos tempos a sociedade encarou a doença mental e acerca das alianças que a Psiquiatria estabeleceu com o poder e a própria loucura.

Língua:

Português

Capa:

Capa Mole

Temática:

Crónicas e Atualidade

Editora:

Esfera dos Livros

Data de Lançamento:

Janeiro 2010

Nº de Páginas:

416

ISBN:

9789896262006