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Dimensões:
15,7 x 23,6 x 2,2cm
Autor:
Luís Reis Torgal
Sobre o Autor:
Professor catedrático aposentado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, foi fundador do Centro de Estudos Interdisciplinares da Universidade de Coimbra – CEIS20. É Sócio Honorário da Academia Portuguesa da História. Foi professor convidado de várias universidades, escolas superiores e instituições de cultura, entre outras: em França, onde foi "directeur d'études invite" da "École des Hautes Études en Sciences Sociales", de Paris; na Inglaterra, em que foi "visiting professor" da "British Academy" na "University of Birmingham"; no Japão, na "University of Foreign Studies" de Quioto; e no Brasil, em que é doutor "honoris causa" pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem-se dedicado a diversos temas desde o século XVII ao século XX, especialmente no âmbito da História Política e das Ideias, da História da Universidade, da História da História e da Teoria da História. Recebeu vários prémios e foi-lhe concedida, em 2016, a medalha de Mérito em Ciência pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Na Temas e Debates, publicou: "O Liberalismo" (coord.), vol. 5 da "História de Portugal", dirigida por José Mattoso; "História da História em Portugal" (em colaboração); "António José de Almeida e a República" (em colaboração); "O Cinema sob o Olhar de Salazar" (coord.); "História… Que História?"; "Essa Palavra Liberdade… Revolução liberal e contrarrevolução absolutista (1820-1834)"; "Brandos Costumes…. O Estado Novo, a PIDE e os Intelectuais" (coord.); e "Vigias da Inquisição", distinguido em 2024 com o Prémio Joaquim Veríssimo Serrão, da Academia Portuguesa da História – Fundação Eng.º António de Almeida.
Sinopse:
"Na verdade, é a "liberdade" que está em questão nesta obra. É a liberdade que se opõe ao absolutismo, mas também quando, na polémica sobre a Instrução Pública, os liberais mais coerentes pretendem criar (sem o conseguir) um novo edifício, baseado na cidadania, para substituir o do hierarquizado "Antigo Regime". É a liberdade que está em causa quando, em nome da "ordem" e perante a guerrilha liberal, outra vez saída do Porto, o absolutismo miguelista castiga, com o apoio da libertinagem de rua, os alegados estudantes radicais e "criminosos" (defensores, a seu modo, da liberdade), com uma execução exemplar. E é, enfim, também a liberdade, mas a liberdade económica - ideia utilizada por liberais, mas também por antiliberais - que se propõe em favor do desenvolvimento, mas também indiciadora da luta pelos interesses privados. "Liberdade" é, pois, uma palavra nobre, polissémica e ambígua. É nessa múltipla significação que o liberalismo, seu defensor contra a monarquia absoluta, a usa e dela abusa para fins privados. Essa palavra, "liberdade", é, pois, o que analisei neste discurso histórico, sempre cheio de interrogações. Será um conceito sempre a rever, no período que abordamos e nos dias que correm." "Da Introdução" "Na linha da obra que ora tenho a honra de apresentar urge estudar, investigar, mas também desenvolver a ação pedagógica, no sentido da melhor historiografia, sem tentações "presentistas". É o devir que constitui a História. Daí a importância do conhecimento e da perspetiva crítica. Eis a matéria-prima de que se faz este livro, sobre sementes perenes de modernidade." "Do Prefácio de Guilherme d’Oliveira Martins"
Língua:
Português
Capa:
Capa Mole
Temática:
História e Política
Editora:
Temas e Debates
Data de Lançamento:
Junho 2021
Nº de Páginas:
296
ISBN:
9789896446772