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Dimensões:
15,0 x 24,0 x 2,2cm
Autor:
Vasco Graça Moura
Sobre o Autor:
Personagem polifacetada da vida cultural portuguesa (Foz do Douro, 3 de janeiro de 1942 — Lisboa, 27 de abril 2014). Poeta, romancista, ensaísta, tradutor, foi secretário de Estado de dois Governos provisórios, desempenhou funções diretivas na RTP, na Imprensa Nacional e na Comissão para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses. Em 1999, foi eleito deputado ao Parlamento Europeu. Considerado por muitos um dos maiores, se não o maior, poeta português contemporâneo, Vasco Graça Moura é autor de uma vastíssima obra poética, ensaística e ficcional, e um nobilíssimo tradutor e divulgador das literaturas clássicas. Prémio Pessoa (1995), o Prémio de Poesia do Pen Club (1997), o Grande Prémio de Poesia da APE (1997) e o Grande Prémio de Romance e Novela APE/IPLB (2004). Foi galardoado em 2007 com o Prémio Vergílio Ferreira e com o prémio de poesia Max Jacob Étranger.
Sinopse:
Os cento e cinquenta e quatro (154) sonetos de William Shakespeare na sua versão integral traduzidos pelo poeta, ensaísta e grande tradutor dos clássicos Vasco Graça Moura. "Nos Sonetos, o tempo trai a beleza e as pompas, a velhice trai a juventude, o amigo trai o amigo, o homem trai a mulher, a mulher trai o homem, a tristeza e o desânimo traem a alegria, a decadência trai a pujança, a escassez trai a abundância, os sentimentos são traídos... Todas essas situações de falha e de carência são regeneradas pelo estro poético, erguido contra tudo e contra todos, contra o Tempo, contra a sociedade, contra o próprio eu que anima estes poemas nos vários subciclos que integram a série. "toda a panóplia maneirista se encontra presente, nos adereços, como o espelho, o relógio, o instrumento musical, no sentimento da voracidade do Tempo e na sensação de efemeridade e decadência de tudo, na melancolia humoral, na falta angustiada vivida pela ausência ou distância do ser amado, na presença da morte a recortar-se, nas alusões à doença e à sepultura, no dilaceramento de raiz misógina que não impede uma relação erótica fortíssima com a Dark Lady, na dialéctica entre verdadeiro e falso, fidelidade e perjúrio, beleza e fealdade, nas próprias variações e transições temáticas de uns sonetos para os outros. Esses tópicos combinam-se com uma textura muito rica do real, pelas comparações e metáforas, pelas notações concretas, pelo surpreender de um gesto, de um movimento, de uma atitude, e recorrem a um vocabulário ligado constantemente a experiência da vida, seja ele de matriz legal, contratual, económica, militar, arquitectónica, marítima, astronómica, mitológica, doméstica, artesanal, palaciana, etc., etc.?
Plano Nacional de Leitura:
Sim
Língua:
Português
Capa:
Capa Mole
Temática:
Poesia
Editora:
Quetzal
Data de Lançamento:
Outubro 2016
Nº de Páginas:
344
ISBN:
9789897223204