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Dimensões:
15,7 x 23,3 x 5,0cm
Autor:
Urbano Tavares Rodrigues
Sobre o Autor:
Urbano Tavares Rodrigues não é apenas o grande escritor do Alentejo, das suas gentes e das suas paisagens, é também o romancista e contista de Lisboa e de outras atmosferas cosmopolitas que, como jornalista e professor universitário, bem conheceu, viajando por todo o mundo. Catedrático jubilado da Faculdade de Letras de Lisboa, membro da Academia das Ciências, tem uma obra literária e ensaística muito vasta e traduzida em inúmeros idiomas, do francês e do espanhol ao russo e ao chinês. Obteve diversos prémios, entre eles o de Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores, o prémio Fernando Namora, o Ricardo Malheiros da Academia das Ciências, etc. De entre os seus maiores êxitos de crítica e de público, lembramos A Noite Roxa, Bastardos do Sol, Os Insubmissos, Imitação da Felicidade, Fuga Imóvel, Violeta e a Noite, O Supremo Interdito, Nunca Diremos Quem Sois, A Estação Dourada. Urbano Tavares Rodrigues, que foi afastado do ensino universitário durante as ditaduras de Salazar e Caetano, participou ativamente na resistência e foi preso e encarcerado por várias vezes nos anos sessenta. Faleceu no dia 9 de agosto de 2013, em Lisboa.
Sinopse:
Publicados entre 1961 e 1964, nos livros aqui reunidos sobressai o escritor de resistência dos anos sessenta e setenta que, regressado a Portugal, se empenha a fundo na denúncia do sistema, tornando a sua ficção grito de revolta. "Os Insubmissos" é disso exemplo. Nele, um grupo de jornalistas conscientes e inconformados com o estado do país une-se para criar uma publicação - "Acção Cultural" - escrita "sem conivência com a mentira, sem louvaminhices, sem transigências, sem favores pessoais", destinada a esclarecer o povo e a tornar a cultura acessível. Este romance, acabado em 1959, revelar-se-ia profético nas palavras de uma das suas personagens, Lício, que, referindo-se à situação que então vivem, declara que ainda terão de esperar pelo menos quinze anos para que tudo mude. E, até ao 25 e Abril de 1974, foram de facto quinze anos. É de salientar ainda que "Terra Ocupada" marca um ponto de viragem na obra de Urbano. Os textos que o compõem apresentam-nos alegorias sociais cujo tom dominante é a esperança num futuro melhor e a crença numa acção colectiva. Como o próprio autor destaca na sua Nota Prévia ao livro: "os anos sessenta impunham-nos a dimensão do testemunho e do protesto, a que não me furtei. "Terra Ocupada", obra de interrogações e dilucidações psicológicas, é também um livro de combate".
Tipo de Literatura:
Lusófona
Língua:
Português
Capa:
Capa Mole
Temática:
Ensaios
Editora:
Dom Quixote
Data de Lançamento:
Julho 2014
Nº de Páginas:
736
ISBN:
9789722055345