O Cinema Ideal e a Casa da Imprensa - 110 Anos de Filmes de Maria do Carmo Piçarra
Onde se lê promoção na frase abaixo, deverá ler-se fixação de preço dentro dos limites permitidos pelo regime do preço fixo do livro.
Dimensões:
15,0 x 22,8 x 1,6cm
Autor:
Maria do Carmo Piçarra
Sobre o Autor:
Maria do Carmo Piçarra é investigadora contratada no ICNOVA FCSH, professora na Universidade Autónoma de Lisboa e programadora de cinema. Doutorada em Ciências da Comunicação, os seus principais temas de investigação são as representações cinematográficas (pós)coloniais, a propaganda filmada e a censura durante a ditadura em Portugal, as mulheres nas descolonizações e os usos militantes da imagem. Publicou, entre outros títulos e artigos em revistas científicas, "Olhar de Maldoror. Singularidade de um cinema político" (2022), "Projectar a Ordem. Cinema do Povo e propaganda salazarista" (2020), "Azuis Ultramarinos. Propaganda colonial e censura no cinema do Estado Novo" (2015). Foi editora principal de "(Re)Imagining African Independence. Film, Visual Arts and the Fall of the Portuguese Empire" (2017) e, com o realizador Jorge António, da trilogia "Angola, o Nascimento de Uma Nação" (2013, 2014, 2015).
Sinopse:
Há 110 anos a mostrar filmes, o Ideal tem uma história que se confunde, em Portugal, com a da exibição cinematográfica popular. Quando a Casa da Imprensa - Associação Mutualista se tornou, em 1926, proprietária do prédio onde funciona, o Ideal já não era um cinema de estreia. Antes, fez história com a invenção do "ani¬matógrafo falado" e revelou António Silva. Foi o primeiro sonoro de René Clair a introduzir esta atracção no "Loreto" mas não travou a decadência da sala, gerida, desde a instauração da República, pela Costa & Carvalho e progressivamente pre¬terida em favor dos salões luxuosos ou dos grandes cinemas das avenidas. A Casa da Imprensa assume agora, com a Midas, a aposta na requalificação do espaço e da programação da mais antiga sala de cinema do País. Honra o pionei¬rismo da associação na organização de festivais e ciclos de cinema, na divulgação do cinema de autor e no apoio ao novo cinema português. E reivindica uma acção que quis contrariar a censura do Estado Novo. É esta história que aqui se conta. É este passado - o do Ideal, sala de cinema popular, e o da associação de jorna¬listas que, desde 1962, assumiu a divulgação cinematográfica como missão - que converge num "acto de Primavera". O Cinema Ideal renasce como um espaço de exibição cinematográfica a pensar no futuro, assumindo-se cinema de bairro, como sempre foi, mas cinema do mundo e com mundo.
Língua:
Português
Capa:
Capa Mole
Temática:
Arte, Arquitetura e Design
Editora:
Guerra & Paz
Data de Lançamento:
Maio 2014
Nº de Páginas:
136
ISBN:
9789897021060