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Dimensões:
15,7 x 23,9 x 0,9cm
Autor:
Miguel Torga
Sobre o Autor:
Pseudónimo de Adolfo Correia da Rocha, autor de uma vasta produção literária, largamente reconhecida e traduzida em várias línguas. Nasceu em S. Martinho de Anta em 1907. Depois de uma experiência de emigração no Brasil durante a adolescência, cursou Medicina em Coimbra, onde passou a viver e onde veio a falecer em 1995. Foi poeta presencista numa primeira fase; a sua obra abordou temas sociais como a justiça e a liberdade, o amor, a angústia da morte, e deixou transparecer uma aliança íntima e permanente entre o homem e a terra. Estreou-se com "Ansiedade", destacando-se no domínio da poesia com "Orfeu Rebelde", "Cântico do Homem", bem como através de muitos poemas dispersos pelos dezasseis volumes do seu "Diário"; na obra de ficção distinguimos "A Criação do Mundo", "Bichos", "Novos Contos da Montanha", entre outros. "O Diário" ocupa um lugar de grande relevo na sua obra. Também como escritor dramático, publicou três obras intituladas "Terra Firme", "Mar" e "O Paraíso". Recebeu, entre outros, o "Prémio Montaigne" em 1981, o "Prémio Camões" em 1989 e o "Prémio Vida Literária" (atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores) em 1992.
Sinopse:
Incluído no Plano Nacional de Leitura, "Bichos" é um dos mais lidos e famosos livros de Miguel Torga. A respeito desta obra dirigia-se ao leitor com as seguintes palavras: "São horas de te receber no portaló da minha pequena Arca de Noé. Tens sido de uma constância tão espontânea e tão pura a visitá-la, que é preciso que me liberte do medo de parecer ufano da obra, e venha delicadamente cumprimentar-te uma vez ao menos. Não se pagam gentilezas com descortesias, e eu sou instintivamente grato e correcto. Este livro teve a boa fortuna de te agradar, e isso encheu-me sempre de júbilo. […] És, pois, dono como eu deste livro, e, ao cumprimentar-te à entrada dele, nem pretendo sugerir-te que o leias com a luz da imaginação acesa, nem atrair o teu olhar para a penumbra da sua simbologia. Isso não é comigo, porque nenhuma árvore explica os seus frutos, embora goste que lhos comam. Saúdo-te apenas nesta alegria natural, contente por ter construído uma barcaça onde a nossa condição se encontrou, e onde poderemos um dia, se quiseres, atravessar juntos o Letes […]."
Tipo de Literatura:
Lusófona
Língua:
Português
Capa:
Capa Mole
Temática:
Crónicas e Atualidade
Editora:
Dom Quixote
Data de Lançamento:
Abril 2015
Nº de Páginas:
128
ISBN:
9789722056991